Higiene bucal é negligenciada nas UTIs

A inclusão do cirurgião-dentista nas equipes multiprofissionais das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), medida simples e barata que pode salvar vidas, ajudar na recuperação do paciente e é negligenciada por muitos hospitais brasileiros – tanto públicos como particulares -, está próxima de se tornar obrigatória.
A falta de atendimento odontológico nas UTIs, associada às condições próprias de pacientes nessa situação, contribui para a proliferação de bactérias e fungos mais fortes nem sempre comuns ao meio bucal. Além de causar problemas bucais, esses microrganismos podem facilitar outras infecções e doenças sistêmicas, principalmente as respiratórias, já que eles são aspirados e chegam ao pulmão. Assim, não só o bem-estar e a boca do paciente são prejudicados, mas também sua saúde geral e sua recuperação.
Outro ponto muito importante é que o cuidado com a saúde bucal do internado é um serviço barato, pois geralmente envolve processos simples e rápidos, e ainda evita gastos maiores do hospital com o paciente ao prevenir infecções hospitalares e diminuir seu tempo de internação.

Pela lei - De autoria do deputado Neilton Mulim (PR-RJ), o projeto de lei que obriga a atuação do dentista nas UTIs foi embasado pela reportagem A Odontologia Chega à UTI, publicada em 2007 na Revista ABO Nacional, da Associação Brasileira de Odontologia, que chegou às mãos do parlamentar e chamou a atenção dele para a importância do assunto.

O PL 2776 tramita na Comissão de Seguridade Social e Família, com o deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG) como relator, e depois seguirá para a de Constituição e Justiça e de Cidadania, sendo apreciado em caráter conclusivo – ou seja, não irá para votação em plenário, o que deve agilizar seu andamento.

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