8 de Março – Dia Internacional da Mulher: Cirurgiã-dentista é maioria e humaniza mais profissão



Na Odontologia, as mulheres já superaram os homens. Atualmente,
são mais de 122 mil profissionais ajudando a melhorar a saúde
bucal dos brasileiros. Elas, aos poucos, foram conquistando seus
lugares e tornando a profissão mais humanizada.


No Dia Internacional da Mulher, as mulheres têm muito que festejar: no dia 24 de fevereiro foram comemorados mais de 80 anos do direito ao voto, um dos primeiros passos no Brasil para o reconhecimento da igualdade entre homens e mulheres. Vários avanços são incontestáveis ao longo dos anos, tanto legislativos quanto sociais. Em algumas profissões, como a Odontologia, as mulheres já superam os homens.

Atualmente, são mais de 122 mil profissionais, segundo dados do Perfil Atual e Tendências do Cirurgião-dentista Brasileiro, correspondendo a 56% dos cirurgiões-dentistas do País. A Associação Brasileira de Odontologia (ABO) comemora a contribuição que as cirurgiãs-dentistas têm dado para melhorar a saúde bucal dos brasileiros.

A conquista da maioria feminina na Odontologia foi gradativa: há 40 anos, a profissão poderia ser considerada eminentemente masculina, já que 90% dos profissionais eram homens. Ainda no final da década de 90, grande parte dos cirurgiões-dentistas era formada por homens. Atualmente, elas são maioria em 25 dos 27 Estados do Brasil, como Paraíba (67%), Alagoas (62%), Espírito Santo (60%), Pernambuco e Amazonas (60%). As exceções são no Acre e em Santa Catarina, ambos com 45%. Esses números são reflexos de outra conquista: a de mais espaço no ensino superior. Cada vez mais mulheres ocupam diversos espaços na sociedade e ainda conciliam com outras funções, como mãe e esposa.

A procura pela profissão por parte das mulheres deve-se também à possibilidade de uma jornada de trabalho relativamente flexível, o que permite exercer diversas atividades, sem abrir mão de nenhuma de suas várias atuações. As características de cada gênero imprimem marcas diferentes no exercício profissional. Na área de saúde, as peculiaridades da condição feminina ajudam no tratamento de pacientes, já que sensibilidade, emoção e delicadeza tornam o cirurgião-dentista mais completo.

Presente em várias especialidades, a atuação feminina faz com que a profissão torne-se mais acolhedora, humanizada, e até maternal. A cirurgiã-dentista tem ainda a capacidade de influenciar positivamente a saúde de outra paciente, já que, com sua sensibilidade e por conhecer o mecanismo do próprio corpo, pode contribuir para melhorar tanto bucal como a sistêmica. Também o cirurgião-dentista brasileiro é considerado um dos profissionais mais competentes do mundo, mas a cirurgiã-dentista ganha pontos pela sensibilidade feminina.

A saúde bucal da mulher -

Por conta das especificidades do corpo feminino, a saúde bucal da mulher merece cuidados especiais. Mudanças nos níveis de hormônio que ocorrem na puberdade, seguidas da menstruação, gravidez e menopausa, tornam as gengivas das mulheres mais sensíveis ao biofilme dental (acúmulo de bactérias). Antes da menstruação, é comum a gengiva inchar e sangrar, e algumas mulheres têm aftas ou inflamações da mucosa bucal. A inflamação da gengiva também é um dos efeitos colaterais mais comuns dos contraceptivos orais. Na menopausa, além de gengivite, pode acontecer alteração do paladar e boca seca, e pode haver relação entre a osteoporose e a perda óssea nos maxilares, levando à perda de dentes por causa da provável diminuição da densidade dos ossos onde ele s estão inseridos.

E a saúde de quem depende da mulher especialmente em seus primeiros anos de vida também precisa de atenção cuidadosa. Com o prolongamento da licença maternidade, as mães brasileiras podem aproveitar o tempo extra com seu filho para não descuidar da amamentação que é de extrema importância para o desenvolvimento orofacial harmonioso da criança. Mamar exercita os ossos e a musculatura bucal, aumentando as chances de os dentes se alinharem naturalmente. Já o uso de prolongado de mamadeiras pode ter efeito oposto na saúde bucal da criança. Assim, como se constata, a presença competente e humana da profissional se faz necessária em todas as etapas da vida.



Fonte ABO Nacional

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