Canal dentário com os dias contados

A regeneração da polpa vai permitir que a sensibilidade e vitalidade do dente sejam mantidas, protegendo-o de futuras ações das bactérias e evitando a extração do dente, procedimento realizado recorrentemente nesses casos.
As células-tronco provenientes de tecidos orais são estudadas em três linhas de pesquisa principais: na formação de tecidos não orais, como cardíacos e da retina; no desenvolvimento de outro dente completo, que seria a terceira dentição; e na reconstituição da polpa dentária. De acordo com o especialista em Endodontia integrante do Departamento de Medicina Bucal do Hospital Sírio Libanês, Eduardo Fregnani, ainda não há aplicabilidade clínica dessas novidades, mas a expectativa é que a regeneração da polpa chegue às cadeiras de clínicas em uma década. “Para formar um dente completo, mais três décadas serão necessárias até que isso se torne uma realidade possível dentro dos consultórios. Dos procedimentos com células-tronco, talvez este seja o mais complexo. Mas, para a regeneração pulpar, as pesquisas estão mais próximas”, analisa.

Sensibilidade intacta

Atualmente, o tratamento convencional da cárie que atinge o tecido pulpar começa com a abertura do dente e retirada da polpa, com todos os nervos e vasos sanguíneos que ela contém. Em seguida, um material limpo é injetado, fazendo com que o dente perca a sensibilidade ao gelado, ao quente, à dor e comprometendo até mesmo o processo de mastigação.

No novo tratamento, em vez de injetar um material sintético, as células-tronco seriam depositadas no espaço da polpa, preservando a sensibilidade e vitalidade do dente. “O grande problema do dente, tratado o canal, é que ele fica como uma árvore seca: uma mastigação mais forte pode levar a uma fratura. Se mantivermos a vitalidade do dente, mantemos também a hidratação e a elasticidade”, explica a assessora técnica do Conselho Federal de Odontologia (CFO) para assuntos relativos à terapia celular, Moira Pedroso Leão.
Veja outras tecnologias que têm ajudado em distúrbios odontológicos:

Biomateriais

Outra linha de pesquisa atual importante na odontologia é o uso de biomateriais no tratamento de perdas ósseas. São materiais compatíveis com o organismo humano, sendo os mais usados os de origem bovina, que facilitam as formações ósseas, sem a necessidade de retirada do material do próprio indivíduo. “Temos a Hidroxiapatita, mineral a base de cálcio, sintetizada a partir de conchas, de ossos bovinos, equinos, ovinos ou do cálcio puro, usados na substituição óssea humana”, diz, Moira Leão a assessora técnica do CFO.

Toxina no controle da dor

Conhecida pelo uso na dermatologia para correção de rugas, a toxina botulínica também tem sido adicionada nos últimos anos no tratamento odontológico para combater a dor. “O Conselho Federal aprovou o uso da toxina por cirurgiões dentistas em pacientes com disfunções temporomandibulares, que envolvem os músculos da face e da mastigação, que causam dores de cabeça, no pescoço e fundo de olho, entre outras”, afirma Moira Leão.

Fonte: G1



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